O Ministério Público de Santa Catarina utiliza cookies para gerar informações estatísticas de visitação, aperfeiçoar a experiência do usuário e prestar os serviços online.
Respeitando seu direito à privacidade, em breve você poderá fazer a gestão dos cookies por ferramenta própria disponível no site.
Até a implementação da ferramenta, você poderá optar por impedir/modificar esse tratamento por meio das configurações do seu navegador.



Post

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), através da 2ª Promotoria de Justiça de São Miguel do Oeste, obteve a condenação de 141 criminosos identificados e investigados durante a Operação Maserati. A operação gerou ao todo 160 condenações. Dos denunciados, 75 foram condenados a penas superiores aos 20 anos de prisão; e a pena máxima foi de 86 anos. Além da prisão, os réus foram condenados ao pagamento de multas que somam mais de R$ 4,8 milhões. 

A investigação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), teve duração de nove meses e revelou que a intenção da facção criminosa que atuava no tráfico de drogas era expandir a sua atuação em Santa Catarina. Para isso, os criminosos pretendiam "tomar o controle" das cidades menores até chegar ao litoral catarinense. 

O foco inicial de expansão do grupo seria São Miguel do Oeste, Chapecó, Dionísio Cerqueira e Joinville. "O objetivo da facção era expandir a sua atuação em Santa Catarina e começar essa expansão nas cidades menores até chegar no litoral. O foco inicial estava nas cidades do extremo oeste pela proximidade com o Paraguai e Argentina e em Joinville por conta da proximidade com os portos de Santa Catarina, Paraná e com a capital Florianópolis", afirmou a Coordenadora do Núcleo do GAECO São Miguel do Oeste, Promotora de Justiça Marcela de Jesus Boldori Fernandes. 

De acordo com o apurado ao longo da investigação, para gerir toda essa atividade criminosa, a facção criou uma estrutura empresarial, com previsão de cargos e funções para alguns de seus integrantes. Foram identificados 18 cargos com funções específicas, como por exemplo, para organização de cadastros de potenciais faccionados, para gerir a venda de drogas, para manter a disciplina dentro do grupo, fazendo cumprir os deveres previstos no estatuto da facção, dentre outros. 

Foram identificados e presos faccionados espalhados em diversas cidades dos estados da federação, mas todos com atuação direta no estado de Santa Catarina. Além da identificação de 141 faccionados, foram apurados no curso da investigação:, 11 homicídios, quatro tentativas de homicídio, diversos roubos e um crime de sequestro. 

Post

Também foram presas em flagrante, ao longo da apuração, 24 pessoas, e apreendidos cerca de 706 kg de substâncias entorpecentes, quatro veículos e três armas de fogo. 

No dia 25/02/2021, data da deflagração da operação, foram cumpridos 120 mandados de prisão e 142 de busca e apreensão, em 45 cidades e em 6 Estados da Federação - São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Participaram da megaoperação mais de 600 Policiais Civis, Militares, Rodoviários Federais, Científicos e Penais. 

A Operação foi batizada de Maserati em alusão ao nome escolhido pela facção para identificar o Estado de Santa Catarina. A facção criminosa utilizava nomes e marcas de carros para se referir aos Estados da Federação. 

Ao julgar procedente as ações do MPSC, o Poder Judiciário condenou os réus a penas que quais variam entre 7 e 86 anos. Os réus foram penalizados, ainda, com o pagamento de multas que chegam, somadas, a quase 5 milhões de reais. 

"Destaca-se a celeridade da tramitação das cinco ações penais ajuizadas, que foram instruídas e julgadas em poucos meses. Dia 25 de fevereiro fará um ano da deflagração da operação", afirma o Promotor de Justiça Marciano Villa responsável pela 2ª Promotoria de Justiça de São Miguel do Oeste.




ENTENDA A OPERAÇÃO MASERATI

LEIA MAIS

A operação foi deflagrada em 25 de fevereiro de 2021 e reuniu o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do MPSC, em conjunto forças de segurança estaduais e federal (Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Instituto Geral de Perícia e Secretaria de Administração Prisional e Socioeducativa) e atua em nível nacional.